05.11.2015
Autor: Box1824

A imortalidade é online

A Internet é um mundo no qual as pessoas passam cada vez mais tempo das suas vidas (em modo virtual). E onde, obviamente, também se morre ou, dependendo do ponto de vista, se vive para sempre.

Stine Gotved, cibersocióloga e professora da IT University, de Copenhague, estuda como as mortes reais se manifestam na rede mundial de computadores. Em 2012, ela criou um grupo internacional de pesquisa sobre a morte on-line, que reúne atualmente 60 especialistas do mundo todo voltados para esta nova realidade em que os filhos herdam os perfis dos seus pais no Facebook, pode-se acessar de forma automática a informação virtual sobre o falecido através de códigos gravados nas lápides e os livros de condolências ganham formato eletrônico.

Ela diz em entrevista ao El País: “A atividade on-line marca uma mudança na forma de encarar a morte e a cultura que a cerca. Cada vez mais gente tem ativos digitais, um legado virtual e um perfil pessoal na rede. Os doentes procuram informação sobre cuidados paliativos na Internet, pode-se planejar um funeral pela rede… As redes sociais estão canalizando a cultura de compartilhar o que é emocionalmente importante. Quando experimentamos algo, queremos compartilhar, e queremos compartilhar imediatamente. E cada vez mais, sobretudo entre os mais jovens. Quando o Facebook surgiu, tudo consistia em distribuir curtidas. Agora também gostamos de compartilhar emoções, mesmo que sejam sentimentos de tristeza por ter perdido alguém próximo.”

Confira a entrevista no El País.

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