16.07.2015
Autor: Box1824

Estamos na ‘era da distração’

Somos usuários de informações mais eficientes quando nos concentramos em uma tarefa por vez. Quando tentamos fazer mais de uma coisa, sofremos com a cegueira de atenção, uma falha ao reconhecer outras coisas, como pessoas caminhando em nossa direção ou outros motoristas. A era da distração é perigosa.

Adeptos do ‘multitask’ têm uma menor performance em testes de reconhecimento de padrões ou de memória. Em um estudo que se tornou clássico, pesquisadores de Stanford descobriram que os multitaskers eram menos eficientes por serem mais suscetíveis ao uso de informações irrelevantes e de memórias inapropriadas.

O multitask também pode não ser bom para a sua saúde. Uma pesquisa, feita em 2010, que analisou 2 mil meninas de 8 a 12 anos nos EUA e no Canadá descobriu que usar muitas mídias ao mesmo tempo estava associado com indicadores sociais negativos. Já o contato cara a cara é associado com indicadores positivos como sucesso social, sentimento de pertencimento e mais horas de sono.

Existe uma série de razões por trás desse crescimento da distração. Um dos motivos mais citados é a pressão do tempo. Existe menos tempo para fazer tudo o que precisamos. Então o multitask seria o resultado da pressão para fazer mais coisas no tempo limitado.

O teórico de mídia Douglas Rushkoff afirma que nossa noção de tempo foi transformada em uma conjugação distorcida do presente que ele chama de ‘digifrenia’, o efeito criado pelas mídias sociais de estarmos em vários lugares e de termos mais de uma identidade.

O escritor e crítico social Siegfried Kracauer publicou um artigo de jornal sobre o impacto da modernidade, publicado em 1924, ele reclamou do estímulo constate, da publicidade e da mídia de massa que conspirava para criar uma receptividade permanente que é bem parecida com o nosso mundo de mensagens e celulares. Uma das respostas, argumentava Kracauer, é se render ao sofá e não fazer nada para atingir um tipo de ‘felicidade que é de fora deste mundo’.

A era da distração é tão recente que ainda precisamos compreênde-la totalmente. Uma resposta radical é se desconectar, viver no momento e se concentrar em fazer uma coisa importante por vez.

Confira a matéria completa aqui.

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