29.10.2015
Autor: Box1824

O jogo das plataformas de classificação

Recentemente, um artigo no The Verge abordou a função dos ratings no uso de plataformas como Uber, Handy, Airbnb, e coloca reflexões profundas no campo das novas plataformas, regulação, responsabilidade do consumidor e exigência na prestação de serviços.

A economia on-demand confundiu os papéis de empregador e empregado. Até agora, o debate centrou-se sobre se os trabalhadores devem ser contratados ou empregados, uma pergunta por vezes feita em uma discussão sobre quem é o chefe: seriam os trabalhadores seus próprios patrões, como as empresas afirmam frequentemente, ou é a plataforma seu chefe, policiando seu trabalho através de algoritmos e regras?

Mas ainda há um terceiro elemento aí: ​​o cliente. Os sistemas de classificação utilizados por essas empresas tornaram os clientes em involuntários gerentes impiedosos, mais eficientes do que qualquer patrão que uma empresa poderia esperar contratar. Eles estão sempre lá, trabalhando de graça, com hipersensibilidade ao menor erro. Tudo que os algoritmos precisam fazer é responder a essas classificações, gerando reports que decidem o futuro do prestador.

Classificações ajudam essas empresas a gerir grandes grupos de trabalhadores temporários sem treinamento, sem ter que contratar supervisores. Isso não só é bom para essas empresas como para os clientes também, que recebem um serviço barato, sempre com um sorriso – mesmo que seja de nervoso. Porém, para os trabalhadores, já em uma posição precária de trabalho, fazer de cada cliente um chefe é uma perspectiva aterrorizante. Afinal, eles – nós – podemos ser quem os empurrem para um penhasco – dependendo da classificação de seu serviço.

“Empresas como Uber e Lyft fizeram com que os clientes esperem um serviço do Ritz Carlton a preços do McDonald.” – disse um motorista Uber ao The Verge.

Leia a matéria completa no The Verge.

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