25.08.2016
Autor: Box1824

Os ”textões” da internet

Encontrando conteúdos sobre temas diretamente relacionados ao seu cotidiano, muitas pessoas vêm trilhando em direção ao ativismo político e social na internet. Elas passam a pesquisá-los e, eventualmente, veiculam as próprias ideias — podendo também virar formadoras de opinião, envolver-se em ações fora da rede, alcançar outros interessados e iniciar novos ciclos.

De certa forma, “virtualizar” o debate político foi um movimento decisivo para sua popularização. Quando pertencer a uma militância e frequentar seus espaços físicos deixa de ser pré-requisito para apoiar uma causa, mais gente se sente habilitada a abraçá-la. A ideia de que pessoas comuns (em oposição aos “ativistas profissionais”) são igualmente responsáveis pela ação política parece realizar uma velha promessa democrática e ganha força na medida em que outras figuras improváveis se posicionam publicamente.

Porém, há ainda muita intolerância e impaciência, um comportamento comum na internet. Não é raro ver internautas comentando textos que não leram ou aos quais não dedicaram muita atenção. Aparentemente, temos mais oportunidade, mas menos disposição para interagir uns com os outros: exaustos pelo intenso fluxo de dados, fugimos do diálogo. Além disso, quando discordam de algo que foi dito por alguém, os usuários atacam quem disse, e não o que foi dito. E depois fecham a porta para qualquer forma de diálogo. Apertam a campainha e saem correndo.

O site da revista Galileu fez uma matéria completa sobre a força do ativismo online no Brasil, que cresceu muito nos últimos 3 anos. Entrevistou diferentes ativistas (feministas negras, travestis, etc) e apresentou diversos dados sobre a militância na rede. Clique aqui para ler.

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