30.07.2015
Autor: Box1824

Retromania ou desconexão?

Durante muito tempo, possuir o mais novo modelo de smartphone e usufruir das mais impressionantes novidades tecnológicas eram sinônimos de status. Hoje, parece algo desesperado.

A clássica fila na loja da Apple se tornou o retrato de uma triste máfia consumista. Enquanto isso, aquele seu amigo buena-onda, que insiste em não ter Internet no celular, passa a ser entendido como um trendsetter acidental — ainda que esse título seja tudo que ele mais quer evitar.

Ligações e SMS são as especialidades de um flip phone, um dos primeiros celulares a se popularizarem. Por mais que pareça arcaico em um contexto contemporâneo, este saudoso gadget representa uma nova expressão de luxo: a inacessibilidade. Trata-se de reduzir os excessos da conectividade de modo a evitar distrações.

O Galaxy Folder, por exemplo, é uma aposta da Samsung para atrair quem tem saudades dos celulares flip, similar ao que a LG fez com o LG Gentle. O smartphone roda Android Lollipop, tem teclado físico numérico e tela touchscreen de 3,8 polegadas, que é até grandinha para um dispositivo dessas dimensões.

O novo celular dispõe de 8 GB de espaço para armazenamento de arquivos e dá suporte às redes 4G. Pode parecer pouco, mas o Galaxy Folder é voltado para o mercado de entrada, o que sinaliza o uso de um hardware menos potente e, consequentemente, menos gastador de energia.

Quando online e offline são conceitos que deixam de se distinguir, ausentar-se é visto como cura para a ressaca do multi-tasking.

Via e via.

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