29.03.2016
Autor: Box1824

Seria a tecnologia racista?

Os sistemas de reconhecimento facial estão em todos os lugares: no Facebook, nos aeroportos, nos shoppings. A tendência é que eles sejam cada vez mais utilizados tanto como medida de segurança quanto como forma de reconhecer, por exemplo, clientes fixos de um serviço ou empresa.

Para algumas pessoas, essa tecnologia será uma mudança bem-vinda. O problema é que, como muitos sistemas de reconhecimento facial têm dificuldade em reconhecer rostos não-caucasianos, o recurso é, para muitos, mais um lembrete de que a tecnologia pode ser mais uma forma de exclusão.

Muitas histórias ilustram esse problema: podemos falar da vez em que o algoritmo de reconhecimento de imagem do Google categorizou dois amigos negros como “gorilas” ou da ocasião em que o sistema do Flickr cometeu o mesmo erro ao marcar um homem negro como “animal” e “macaco”. Ou quando uma câmera da Nikon, projetada para detectar quando alguém pisca, insistiu que os olhos de uma mulher asiática estavam fechados. Ou talvez quando as webcams da HP detectaram um rosto branco com facilidade, mas apresentaram dificuldades em reconhecer um rosto negro.

Há uma explicação técnica por trás desses problemas. Os algoritmos são treinados para reconhecer feições com base em uma série de rostos. Se o computador não tiver contato com alguém de olho puxado ou pele escura, ele não irá reconhecê-los. Afinal, ninguém lhe ensinou a reconhecer essas características, não é? Para não haver dúvidas: seus criadores não o ensinaram.

Assista ao trecho do vídeo da Vox Media que fala sobre como a tecnologia sempre foi feita por pessoas brancas para pessoas brancas – e como isso é problemático. Sugerimos assistir ao vídeo desde o início, que conta a história de como os filmes fotográficos coloridos não foram feitos para apresentar cores de pele mais escuras.

Para saber mais a respeito, leia as matérias no site The Creators Project (em inglês) e Motherboard.

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